Quarta-feira, 21 de Agosto de 2013

O gato que vê o frio dentro das pessoas

Imagino o gato que vê o frio dentro das pessoas. Imagino que podias tocar para mim uma musica é suficiente que te esqueças das palavras e te lembres do café quente, imagino que passas na igreja e que todos os homens sabem a oração do teu corpo e o gato que eu imagino fica amigo dos ratos e não percebe os homens a comer os homens, saberá um gato o que significa capitalismo. Imagino o gato que vê o frio dentro das pessoas, imagino que podias inventar uma musica, que pudesses lançar na terra e isso seria a tua resposta quando te perguntassem como nascem as flores, imagino o gato que vê dentro das pessoas. As janelas todas fechadas e uma pessoa estranha, era como se estivesse ali o mar, uma relação intima entre a minha distancia e as coisas que não entendo, imagino que podias tocar para mim uma musica, imagino que afinal não sabes nenhuma musica nem nenhuma palavra mas que tens uma maneira de dar confiança e de compartilhar uma bebida e uma pedra para a construção de uma casa. Imagino o gato que vê o frio dentro das pessoas, imagino que passas na igreja e que todos os homens sabem a oração do teu corpo


Lobo

publicado por relogiodesacertado às 14:57
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Os ratos na toca tem filosofia

Tu não sabes mas os ratos na toca tem filosofia
não sabes mas as folhas de queijo servem para fazer livros
Tu não sabes que os gatos recitam na toca dos gatos poemas românticos
e que as noites de lua são doces e fatais.
Tu não sabes que os ratos na toca conhecem o mundo
comunicam pelos sonhos e ás vezes conhecem a eternidade
no avião barriga dos gatos.
Tu não sabes mas os ratos na toca tem filosofia
não sabes mas as folhas de queijo são partituras de opera.
Tu não sabes mas podes perguntar
na toca dos ratos há uma biblioteca
a coruja vai fazer intriga e vai confundir-te 
mas tu podes ler a filosofia na barriga insaciável de um felino.


Lobo

publicado por relogiodesacertado às 14:54
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Essa estrada

Essa estrada vai andar nos teus olhos
gente perfilada, braços levantados, armas de guerra, lojas de roupa e de perfumes, a fotografia de uma folha de outono que parece a solidao dos corpos na vala comum. 
Essa estrada, os tanques que esmagam vidas e esperanças, essa estrada vai andar nos teus olhos, vai entrar dentro da afliçao daquelas pessoas que suplicam um instante grande no estado zero do mundo.


lobo

publicado por relogiodesacertado às 14:51
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