Sábado, 17 de Setembro de 2005

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Conta-me coisas dos livros que não estejam nas frases dos homens que sabes estarem nas vidas que são os dias de nada acontecer. Conta-me coisas antes que chorar seja a unica maneira de seduzir o teu corpo, aquilo que falta, mesmo quando não falta o amor ou quando falta fazer fazer de novo a mesma rotina de eu precisar da dor para fazer sobreviver o amor.
Conta-me coisas dos sitios pobres e das pessoas que por sofrerem não alcançam o arco irís.

Se eu precisar que me contes as histórias que reconciliam os homens e os livros e se essa luz do arco íris for a tua cicatriz, chegarei feliz ao gesto de me fazer passaro sublime. Diz-me quando chegar o navio, noticias e sinais de fumo. Falta-me ter tudo e não ter mais que pedaços do nada que o mundo mesmo sem me saciar é a história mais profunda do amor.

Conta-me coisas dos sitios pobres e das pessoas que por sofrerem não alcançam o arco íris.

Se eu precisar do vazio dos momentos e de saber as histórias que reconciliam os homens e os livros andarei fugitivo pela cidade anunciando que acendi uma estrela.

ps este poema dedico a uma pessoa que há muito tempo a esta parte merece todo o carinho, merece aquilo que me é possivel. na verdade muito do que tenho escrito tem sido provocado pelo seu incentivo e também por esta vontade de fazer a meu modo a poesia de construir a poesia de um modo melhor. um beijo
publicado por relogiodesacertado às 18:13
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1 comentário:
De Anónimo a 18 de Setembro de 2005 às 12:09
Conta-me coisas de ti, que não venham escritas nos livros de todos os homens e te direi que já estive em tua alma, conta-me coisas de ti e chamarei lobo ao vento que me invade de tempos em tempos, conta-me sempre de ti, saberei assim que te tornas imortal na imensidão da noite, quando desconheço o teu paradeiro. Conta-me coisas de luz e terei certeza que nasci arco iris para te colorir os dias...
Sabes, o homem encarna o seu maior mistério quando se destitui dos imóveis e terrenos desejos e se envolve nas coisas do espirito, nas coisas do amor. Se me contares de ti, nao recearei viver os sentimentos dos mortais. Acendes uma estrela em mim, de cada vez que te tornas noite e dia...fazendo-me beber um pouco de eternidade. Gosto dos homens quando se aproximam da luz branca que tu és. Verdade.Nina
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(mailto:alzira_guedes68@hotmail.com)


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