Sexta-feira, 9 de Setembro de 2005

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A madrugada não levanta os homens abatidos pela sujidade das facas e das latas de comida, nem dos venenos que se deitam nas ruas e que inspiram as canções para o protesto do cansaso da civilização.
A madrugada não levanta os pássaros do lixo, nem eles lambem as pedras, memoria do bolor do pão, bolor do pensamento, ocio desta construção, morte do nosso mistério. Olhos tapados de betão e de cimento.
A madrugada não levanta os olhos aos poetas, nem chora por causa da alucinação dos peixes que mergulham em qualquer parte dos jornais e dos pesadelos dos relógios e dos anjos.
A madrugada não levanta os homens abatidos e sujos pelo poder de haver a terra que os devora e os põe de volta á luz. Essa causa que os faz ficar reconstruidos na paixão de um oceano que se deita na forma unica da força que não nos corta nem nos aniquila. E assim levantados e livres conseguimos entender que basta ver a água e provar a terra para ter a fórmula da vida no batimento do peito e na velocidade do vento nos pés dos homens selvagens.

lobo 05
publicado por relogiodesacertado às 18:47
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