Sexta-feira, 9 de Setembro de 2005

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Nos encontramos todos na incerteza dentro das roupas. Por um dia reconhecemos que cheiramos a um fedor de silêncio. Já não reconhecemos as lágrimas dos nossos olhos nem conseguimops vencer o sono no ringue do sexo fatal. ´frio o9 ar que vem da rua e as desculpas que metemos nas palavras quando se pressente qualquer coisa mais forte que a indiferença do amor. Nos encontramos por um certo momento no vazio de uma rua com qualquer recordação que fica como um filme onde a infância é mais um objecto e envelhecer é outro negócio. Nos encontramos todos na incerteza dentro das roupas, na incerteza dos olhos dentro dos livros. Nos encontramos todos no meio de uma multidão a gelar as ruas e os escritórios, um modo de fugir, talvez fazer do nada uma luta selvagem para conquistar a esperança. Por um dia reconhecemos que cheiramos a um fedor de silêncio, que é possivel atravessar a dor, guardar as margens da vida que não realizámos no circulo incompleto das viagens. Nos encontramos todos na incerteza do sangue nas veias, ficamos num certo momento entre o precipicio e a fantasia. Olhamos as flores tão velhas como uma doença e quando ficamos tristes fingimos que a guerra serviu parta não ficarmos esquecidos, que qualquer canção fique á tona do pensamento. Há-de ser algo profundo,uma marca tão forte para que não se faça a já esperada perdição do amor. Nos encontramos todos na incerteza dentro das roupas. Por um dia reconhecemos que temos um pássaro que voa sobre a terra quando é ele a miragem, essa agonia deitada sobre as nossas feridas. Ficamos num certo momento entre a duvida e a morte e por um dia reconhecemos que cheiramos a um fedor de silêncio. Já reconhecemos as lágrimas dos nossos olhos, há uma margem de paisagem no quarto escuro, uma página rasgada, talvez a unica noite que nos alivie das indefinições de não saber quem nos quer e nos faz sofrer. Ficamos num certo momento entre o precipicio e a fantasia e por um dia reconhecemos de onde vem aquela certa musica que nos faz reconhecer as lágrimas e o sentido do horizonte que entra pelo corpo quando parece que falta um certo movimento para recomeçar o amor. É frio , o ar que vem da rua e as desculpas que metemos nas palavras quando nos cansamos de voltar a tentar que não seja sempre o mesmo mistério que nos engana acerca do poder do amor.

Nos encontramos todos na incerteza dentro das roupas, na incerteza dos olhos dentro dos livros.

lobo 05
publicado por relogiodesacertado às 11:51
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