Quarta-feira, 24 de Agosto de 2005

...


agosto 23, 2005.::Metamorfoses::. (X)



… Abraçaram-se! Fiquei estupefacto, perante o que via! Aquela troca de carinhos não era de simples amigos mas sim do género de namorados, estava patente uma grande cumplicidade no seu tocar e no seu beijar.



Desci do muro, tentando fazer com que não me vissem e fui para dentro de casa, logo depois o João, entra em casa:



- Boa noite! – diz ele.







Eu nem reagi, nunca tive nada contra os homossexuais mas, vendo bem, não estava preparado para ver dois homens a se beijar. É esquisito, como podem eles beijar alguém do mesmo sexo. ERGHHHH!!! Nem quero pensar!



E sabia que o João escondia alguma coisa, o modo como ele olha é bem diferente, principalmente no modo como olho os homens. Já sei o que vou fazer para ver se descubro mais, vou fazer uma festa de verão hoje.







- Bem pessoal, tive uma ideia e têm todos que alinhar!



- Sim, diz! – Dizem eles.



- Vamos ter, cá em casa, uma festa de verão. Assim com muita música, muita dança, a nossa loucura natural e um pouco de bebidas e sumos!







Como todos acharam boa ideia, começamos a organizar. Dividimo-nos por grupos os rapazes trataram de organizar o bar e as raparigas a parte da música.



Foi uma noite demais, como fiquei a tomar conta do bar pude tomar controlo de tudo o que se passava na festa. Fazia uns “shakes” com umas misturas do momento, shot’s e umas vodka’s, não me podia esquecer da Márcia, não pode beber por causa dos comprimidos eu próprio fiz os sumos para ela, até que se divertiu bastante e só lhe faz bem.



O João passou parte da noite sentado no bar, por vezes sentia-me incomodado, o olhar dele por vezes emanava desejo e não conseguia enfrentá-lo com um outro olhar. Bem começou a dar uma música que todos adoram e estão todos a dançar (menos eu que continuo no bar, tomo uma outra bebida, é melhor tomar cuidado já bebi que dá) e nem ligam a nada, o João entra para o bar e colocasse atrás de mim, toca-me nas costas e dá-me uma massagem, até que soube bem no entanto veio-me à cabeça o que vi lá fora e afastei-me um pouco.







- Dás-me uma bebida – diz-me ele.



- Sim, que queres?



- O que me queres dar? … quer dizer o que quiseres dar.



Tenho que admitir que realmente incomoda um pouco, pode parecer meio mal e que sou preconceituoso e eu não sou.



Preparo-lhe uma bebida bem fresca e doce, ele toma um pouco e gosta:



- Está bom… - Pisca-me o olho.







O pessoal estava cansado, e foram todos dormir, fiquei até mais tarde, bem mais tarde, fiquei a arrumar o que fizemos para no dia seguinte estar tudo pronto. Decido ir tomar um duche. Tiro a roupa e abro a água quente, um bom banho ia livrar-me deste cansaço e da cabeça meia zonza das bebidas que bebi.



Quando estou a tomar banho, alguém toca-me, que me apanha de sobressalto.



(…)




:: Postado por Anjinho & Companhia em 10:54 PM
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agosto 21, 2005.::Metamorfoses::. (IX)



- Podes dizer!



- Eu tenho depressão! E…



- Se quiseres não digas mais nada! Podemos falar quando estiveres preparada!



- Posso falar agora…



- Pareces uma pessoa normal, não diria que tens depressão, tenho uma ideia errada, talvez!



- Pois!!! Já sofro de depressão há 3 anos, tenho que tomar diariamente comprimidos sem os quais fico completamente descontrolada. O que viste ontem são pequenos exemplos do que posso fazer sem pensar… ESTOU FARTA!







(Começa a chorar)







Fico sem saber o que fazer, nunca estive numa situação destas. Digo algumas palavras de reconforto, para tentar acalmá-la:



- Vá lá, não chores. Uma rapariga tão bonita como tu não pode chorar.







Ela sorri muito suavemente e dá-me um abraço.







- Márcia, quero que saibas de uma coisa. Conhecemo-nos à pouco tempo mas podes sempre contar comigo! Sempre que penses em fazer alguma coisa que te prejudique, chama-me, procura-me e conversamos. Relaxamos e quero que contes sempre comigo.



- Está bem.







Descemos ambos e fomo-nos juntar aos outros. Houve uns comentários que nem liguei.







Por notar um clima pesado, fui até à rua. Fui para o muro e pus-me a olhar para o mar.



Aí como me faz bem estas férias! Longe de tudo e todos, no entanto muitas confusões têm acontecido e algo me diz que muito ainda falta por acontecer.







Entretanto vejo um carro a chegar, era o guarda que faz a vigilância à casa. Entretanto o João, o novo colega, sai de casa a correr e entra no carro e vão embora.







Durante todo o dia, decidiram todos descansar, eu aproveitei e coloquei o meu sono em dia.







O dia de hoje passou mesmo muito rápido.



Já à noite, venho de novo para a rua, olhar para a Lua e para as estrelas faz-me pensar em coisas essenciais.







Ouço de novo um carro a chegar, era de novo o vigilante e o João estava com ele. Vinham a falar pareciam muito cúmplices.



Saem ambos do carro com um ar muito comprometedor, olham para casa e de rompante, fazem algo que não estava à espera…



(…)




:: Postado por Anjinho & Companhia em 11:48 PM
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agosto 19, 2005.::Metamorfoses::. (VIII)



Não podia acreditar que alguém pudesse fazer o que os meus olhos viam.



Os braços da Márcia esvaiam-se, em sangue. Horrível!!! Não sabia que fazia, decidi sair dali mas manter-me alerta ao estado dela. Passados cerca trinta minutos ela passou, e foi para o quarto.



Fiquei ainda um pouco na sala a dar voltas ao assunto, porque é que a Márcia fez aquilo? Não é normal.







A noite passou e acordei cedo, a Márcia já estava na cozinha, estávamos sozinho, achei o momento ideal para falarmos:



- Olá Márcia! Tudo bem?



- Sim está tudo!



- Desculpa estar a tocar no assunto mas … ontem à noite eu vi-te no muro.







A Márcia ficou alertada, posso dizer que entrou num ligeiro clima de pânico, a tensão no nosso diálogo aumentou.







- Sim, eu gosto de ficar um pouco na rua à noite a pensar!



- A pensar? Ouve, sei que tens algum problema e quero-te dizer que podes contar comigo, mesmo me conhecendo a apenas dois dias!



- Estás parvo, comigo está tudo bem!



- Não faças de mim parvo, não me atires areia para os olhos! Se eu me ofereci para ajudar, podes confiar. – Levantei-me da cadeira e ia sair, já todo chateado.



- Espera … eu preciso de falar!



- Bom dia!!! – Chegou a Rute, interrompendo-nos a conversa.







Não acredito nisto, no momento em que ia saber o que se passava com ela a Rute tinha que chegar. Tal como ela desceram todos.







A Márcia saiu da mesa e foi para o quarto, pouco depois vou até ao seu quarto:



- Posso entrar?



- Um momento só, vou trocar de camisola! …Já podes.



- Podemos falar agora, se quiseres.



- Quero, preciso mesmo! Ontem à noite viste alguma coisa?



- Sim vi – Nesse instante levanto-lhe os braços da camisola, para elucidar-lhe do que tinha visto, ela baixou os olhos. – Porque fazes isso?



- Não sei…



- Toda a gente faz alguma coisa por alguma razão.



- Sim mas só dou por mim depois de já estar feito, eu não tenho noção do que estou a fazer no momento, é um modo que eu tenho de descomprimir tudo o que me vai lá dentro…



- Mas porquê?



- Eu sofro de…



(…)




:: Postado por Anjinho & Companhia em 10:45 PM
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agosto 17, 2005.::Metamorfoses::. (VII)



De rompante, puxo o relatório e deparo-me com o resultado que provoca em mim um tremor pelo corpo, cai-me uma lágrima que me percorre a face e lava-me a alma após tanto sofrimento. Soltei um grito de liberdade, o resultado deu negativo!







Saí dali, já tarde! Cheguei a casa cansado, tomei um bom banho e joguei-me sobre a cama. Dormi como já não dormia a tanto tempo, soube tão bem!







Acordei, bem cedo! Mesmo antes do galo cantar e fiz-me ao caminho, tinha que juntar-me aos meus amigos, estou cheio de saudades.







Quando cheguei lá, a porta estava aberta, fui até à cozinha e encontrei três pessoas diferentes:



- Opps! Desculpem!



- Não faz mal! Falou-me uma rapariga muito gira, alta, morena, olhos meios para o verde, cabelo preto ondulado, mesmo muito interessante! Nós, estamos cá a ficar havia ainda quartos vagos. Deves ser o Ruben, os teus amigos já nos falaram de ti.



- Pois sou! E vocês são?



- Eu sou a Susana, esta é a Márcia e ele é o João, somos amigos e vamos passar cá as nossas férias de verão.



- Cool, nós também vamos passar! – disse eu – bem vou até ao jardim, esperar que os outros acordem, gostei de conhecê-los, espero que a gente se dê bem.







Fui para o jardim. Pôs-me a pensar sobre estes 3 novos “colegas”, a Susana é mesmo muito interessante, no entanto há qualquer coisa na Márcia que não está bem, faz-se vestir por cores escuras, tem no olhar muita mágoa e dor, não sei nada sobre ela simplesmente sei que tem algo que a perturba. Já o João, é um tipo meio esquisito, mal falou, tem um ar muito comprometedor. No entanto são apenas ideias que estou a conceber antes de os conhecer, logo se verá!







Depois de um dia de praia, nem nos apetecia fazer o jantar, fomos a casa convidar os nossos novos colegas a jantar fora, aceitaram.



O jantar foi como todos os nossos convívios, muita brincadeira muito riso e deu para ver que o pessoal novo era acessível.







Chegamos a casa, já um pouco tarde, foram todos deitar-se com excepção da Márcia, essa foi para a rua e eu fiquei a ver um pouco de Tv. A noite estava fria e decidi ir ver se estava tudo bem com a Márcia, ela estava sentada no muro. Subi devagar as escadas, ouvi um choro, aproximei-me em silêncio e nem queria acreditar no que via, fiquei sem reacção.



(…)




:: Postado por Anjinho & Companhia em 08:46 PM
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agosto 15, 2005.::Metamorfoses::. (VI)



Parei o carro perto de uma falésia, sentei-me ali. Passei mesmo horas a fio ali sentado, arrancando do chão algumas pequenas ervas e atirando-as ao mar. Passaram-me mil e uma ideias pela cabeça, parecia que ia endoidecer.



O pior de tudo é que eu envolvi mais pessoas nisto, quando estive com a Cátia não usamos preservativo, que mais me pode acontecer?







Ergo-me completamente no cimo daquela falésia e simplesmente começo a gritar, tentando libertar-me de tamanho sofrimento e agonia que sentia dentro de mim.







Já sobre a manhã, sai dali com o carro e vou para a cidade. Passo por casa, deixo as minhas coisas, tomo banho e troco de roupa. Saiu de novo, vou fazer as análises, quanto mais rápido melhor.







Já estão feitas, foi horrível, os enfermeiros a olhar para mim com uma cara como se tivesse cometido algum crime. E na verdade cometi, poderei estar a abrir portas à minha morte e só porque não tive cuidado. Mas porquê? Agora pode ser tarde demais para pensar em me proteger!







A porcaria dos resultados só saem dentro de uma semana e meia, nem sei que fazer! O meu telemóvel toca vezes sem conta, tenho mensagens para ler sem fim e mensagens de voz a encher-me a caixa de correio.







(uma semana e meia depois)







Este tempo custou muito a passar e significa muitas noites sem dormir. Antes, nunca imaginaria o que seria estar nesta aflição. Vou até ao laboratório de análises mas não consigo sair do carro. Passei horas dentro do carro até decidir-me ir levantar as análises e conferir o resultado, que ditava a minha vida.







Não consigo abrir … Tenho medo do resultado …







Vou ter ao pé do mar, sinto-me bem ali. O mar consegue lavar-me a alma!



Começo a abrir o envelope, volto a parar…



De rompante, puxo o relatório e deparo-me com o resultado que provoca em mim um tremor pelo corpo, cai-me uma lágrima que me percorre a face…



(…)




:: Postado por Anjinho & Companhia em 07:37 PM
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agosto 13, 2005.::Metamorfoses::. (V)



Fiquei calado, por longos segundos, só depois consegui dizer alguma coisa:



- De certeza não faço o mesmo do que tu!



- Ruben, isto não é o que parece… - disse-me o David.



- Pois não é, nem tenho nada a haver com isso!



- David, então que se passa? – Ouço uma voz que me é bastante familiar. Nesse instante, aparece por detrás do David, quase nua trazia os seus seios igualmente desnudados. Nem quis acreditar … - é assim que és meu amigo, estando na cama com a pessoa que ainda mexe comigo. Tu sabias de tudo.



- Ruben, foi sem querer! Foi um impulso…



- Está tudo bem David, vai lá, continua. Quero estar sozinho.







Fui para o meu quarto, foi mais uma noite em branco. Já nem sei para que fico assim.







Esperei, impacientemente, até que o sol nascesse. Pôs-me a pé, tomei um banho e fui preparar o pequeno-almoço, depois íamos sair mas eu fiquei em casa, disse que tinha dormido mal a noite e que queria descansar.







Porra, parece que os Deuses estão contra mim, que mais me irá acontecer!? E nesse instante o meu telemóvel toca, deixo-o tocar mas como a insistência é muito apanho-o, no visor vejo que é a Marta:



- Estou Marta, tudo bem?



- Já estive melhor Ruben. Tenho que falar contigo, é urgente. Onde estás?



- Eu estou no Norte, não dá para ser mais tarde?



- Não, tem que ser mesmo agora, mas eu falo por telemóvel …



- Está bem, fala!



- Eu fiz exames …



- Estás Doente?



- Não … quer dizer Sim. Ruben, fiz exames e o resultado foi positivo!



- Estás grávida, Marta. Parabéns! Isso é óptimo, é uma dádiva de Deus, todas as mulheres querem!



- Não!!! Não me estás a perceber. Eu sou Seropositiva … sou tua amiga senti-me na obrigação de te avisar.



Não, não pode ser! Que mais me iria acontecer? É uma coisa, bem pior do que a outra.



- Quando descobriste?



- Na semana passada. Mas para dar positivo no teste, foi pelo menos há 3 meses e nós estivemos juntos há 5 meses atrás, faz um teste.



- Está bem, Marta obrigado…



Desliguei a chamada. Agarrei nas minhas coisas, meti-as no carro e saí dali, completamente desnorteado.



Quando os outros chegaram a casa simplesmente depararam-se com um bilhete meu dizendo que me tinha ido embora e que voltava quando pudesse.







Tenho medo! Tenho mesmo muito medo do resultado! Até tê-lo não sei que farei da minha vida.



(…)




:: Postado por Anjinho & Companhia em 09:53 PM
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agosto 11, 2005.::Metamorfoses::. (IV)



- Ruben, Cátia! Venham jantar! – chamou-nos o David.



- Já vamos! – disse a Cátia, levantando-se como que fugindo do assunto e deixou-me ali sozinho na rua.



Nesse mesmo instante o Miguel acercasse de mim: - Não devias fazer o que fazes! Estás a sofrer…



- Pois não devia mas ela já faz parte do passado, foi assim que ela escolheu e é nesse lugar que vai ficar! Agora tu…



- Eu o quê?



- Pensas que não tenho reparado como tens andando? Muito pensativo, muito calado, triste, falta-nos um sorriso teu, que é feito de ti? Que tens?



- É melhor irmos jantar! – Levantando-se e sai de forma muito esguia!







“Irra” que toda a gente hoje me foge das perguntas, parece que ando a perder as pessoas por entre as minhas mãos.







Nessa noite, não jantei! Não consegui, fui mais cedo para o meu quarto e peguei no meu livro, pus-me a escrever como um doido. Escrever lavava-me a alma, parecia que limpava todo o meu eu, podia colocar por palavras o que sentia e me fazia agoniar!







Já se fazia tarde, e deitei-me… uma noite mais não conseguia dormir, fui para a rua e deitei-me sobre o muro, o fresco da noite percorria todo o meu corpo, enquanto via as estrelas, caiam sobre mim algumas gotas de orvalho que usaram o meu corpo como palco para dançar.



Agarro no meu corpo mórbido e “arrasto-me” até o meu quarto, ouço ruídos num dos quartos; no quarto do David, pareciam gemidos. Fiquei parado um pouco no corredor e quando me dirigia para o meu quarto abre-se a porta do quarto do David, não tive tempo para entrar no meu quarto…



Simplesmente, uma voz que rasga a escuridão do corredor, que me diz:



- Que fazes aqui?



(…)




:: Postado por Anjinho & Companhia em 11:23 PM
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agosto 09, 2005.::Metamorfoses::. (III)



Quando íamos para o carro, puxei-a pelo braço. Tínhamos que conversar, depois da noite de ontem as coisas não podiam ficar assim.



- Tas parvo? Deixa-me! Vamos embora que eles estão à nossa espera!



- À nossa espera? Ou à espera que essa tua birra te passe? Que se passa contigo? A noite de ontem pôs-te assim! Não te obriguei a nada.



- Eu sei! Fiz porque quis mas foi só uma curte!



- Uma curte??? – passei-me! Não gosto de curtes, o que aconteceu ontem tinha sido por ainda gostar dela, foi um erro termos acabado!



- Sim, uma curte! Não posso estar mais contigo, já não significas nada! Lamento.



- Lamento, muito bem! As tuas palavras tocam-me imenso, nem queiras saber…se ontem envolvemo-nos, melhor se ontem me deixei envolver contigo foi porque ainda sinto alguma coisa por ti.



- Ruben o mesmo não se passa comigo, acabamos e foi mesmo o fim. Eu gosto de outra pessoa, vamos embora que os outros estão à nossa espera.




Nem acredito no que ouvi, ela não era assim mas pronto, paciência.







[ (Cátia) Que burra que sou! Porquê? Porquê é que eu lhe disse isto! Foi melhor assim, gosto de outra pessoa e não posso estar sempre dividida entre os dois. ]







A tarde passou-se! O David finalmente começou-se a fazer à Rute, já não era sem tempo e o Miguel continuava muito pensativo, tinha que falar com ele mas não sei como. Passamos no final da tarde pela praia, e eu bem via o olhar da Cátia para os carinhos que o David fazia à Rute, será que é dele que ela gosta? Não pode ser! Eles não se suportavam, andavam sempre a discutir por terem ideias completamente opostas. Ou será que o parvo aqui sou eu?







Não me precipitei, fomos para casa e enquanto preparava o jantar procurei-a pela casa toda, precisava de falar com ela. Havia coisas por esclarecer…



Encontrei-a no jardim.



- Posso?



- Claro que podes!



- Desculpa, sei que já tratamos deste assunto mas hoje pela tarde reparei no modo como olhavas para o David, esse teu olhar…



- Que queres dizer com isso agora controlas-me!?



- Não, simplesmente quero esquecer-te como hoje ficou bem assente, entre nós, e para isso quero que me respondas com toda a sinceridade, como sempre fizeste, é do David que gostas?



O nosso diálogo ficou congelado! A Cátia procurava no meu intimo a resposta para me dar, talvez uma resposta que ela nem sabia ainda, eu aguardava impacientemente, até que ela agarrou-me na mão…



(…)




:: Postado por Anjinho & Companhia em 01:15 PM
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agosto 07, 2005.::Metamorfoses::. (II)



(Uma semana depois)







Foram todos ter com o David para o Norte da Ilha, decidiram passar as férias juntos e assim seria, fosse como fosse.



Haviam chegado à casa onde iriam ficar já pela tardinha, estavam estafados e decidiram descansar um pouco enquanto esperavam pelo David.



O David chega e entra pela casa, vê os amigos deitados no sofá e dá um grande berro para assustá-los. Como era o seu primeiro dia por ali decidiram ir jantar fora. Como já era de esperar sentaram-se aos parezinhos: Ruben com a sua amiga Cátia, David com a Rute; por quem constantemente se babava e o Miguel com a Susana.



O Miguel andava esquisito, parecia um pouco perturbado mas os seus amigos nem tocavam no assunto.



- Vou à casa de banho, já volto – disse o Miguel.



- O Miguel anda muito esquisito! – disse eu depois dele sair.



- Não anda nada, impressão tua – retorquiu a Rute – talvez arranjou alguém ou está apaixonado.



- Olha ele vem aí, deixemo-nos de “cenas” porque ele não gosta disso – rematou a Susana.



Passaram grande parte da noite a rir e a reviver os tempos mais antigos, que passaram. Como já se fazia tarde, foram para casa.



- Bem “people”, amanhã temos que acordar cedo, vamos dar um “giro” por aí, ok!? – alertou o David.



Foram então todos dormir, dei voltas à cama que até perdi a conta. Estava uma noite quente e abafada, fui até à janela do meu quarto e fico ali contemplando o luar. Entretanto fiquei com sede e desci até à cozinha para beber água fresca. Ao lá chegar deparo-me com a Cátia, com um short bastante curto e uma camisola transparente, tudo muito provocador.



- Olá, por aqui!? – disse eu, admirado!



- Sim não conseguia dormir, vim então beber água!



- Pois eu também não conseguia dormir! Está muito calor…



Cátia dirigiu-se até ao armário, ficando de costas para mim, vê-la ali como estava deu-me a volta à cabeça, apetecia-me agarra-la e possuí-la ali. Pronto não resisti, fui ao encontro dela e toquei-lhe nos ombros, era tarde de mais para voltar atrás, envolvi-a em meus braços e voltei-a para mim, tomo-a com um beijo de rompante, a nossa troca de fluidos era intensa, ela começa a tirar-me a camisola e as suas mãos percorrem-me o corpo, a minha libido começa a aumentar e com ela a vontade de concretização do acto aumenta também. Já, completamente, nus, deito-a sobre a mesa e muito suavemente há à concretização do que já esperávamos a algum tempo, ela suspira de prazer e agarra-me nos braços com força, como que suplicado por mais. Foram momentos quentes que foram quebrados pelo nosso gélido até manhã indo dormir cada um para o seu quarto, tivemos sorte em não sermos apanhados.



Chegou a manhã e todos acordamos como combinado mas a Cátia estava diferente, fiquei sem perceber o porquê.



(…)




:: Postado por Anjinho & Companhia em 11:43 PM
:: Comenta Aqui(5)


agosto 06, 2005.::Metamorfoses::. (I)



- Bom diaaaaaaaaaaa Mundo!!! – Acordei eu bem disposto – Bom dia Férias! Adeus Aulas! Olá AVENTURA!







Finalmente as férias de verão chegaram, após meses de cansaço é chegado o momento do verdadeiro descanso. Ruben levantasse da cama e abre a janela do seu quarto, olha para a casa ao lado para ver se vê a Cátia, sua amiga. Entretanto a campainha, toca…



- Eu vou! – Ao abrir a porta, o sol entra pela casa dentro e bate-me na cara, tento ver quem é que ali estava, apenas via uma miúda de bikini e um pareo cobrindo o seu belo tronco. Olhei melhor e vi que era a minha vizinha, a Cátia.



- Vamos para a praia??? – Disse-me ela.



Bem era irrecusável a proposta – Claro!!! Entra, já tomaste o pequeno-almoço? Eu tenho que apanhar as minhas coisas.







Já conheço a Cátia, há cerca de 4 anos, desde que me mudei para cá! Já fomos namorados mas agora ficamos por uma amizade bem consolidada, é bem melhor assim!!!







Vamos a sair de casa, entramos para o carro e ela liga o leitor de cd’s:



“So lately, I've been wonderin
Who will be there to take my place…



…If I could, then I would
I'll go wherever you will go
Way up high or down low
I'll go wherever you will go”







Bem foi um mau momento, esta era a nossa música, quando namorávamos mas passou-se, sorrimos ambos um para o outro. De casa até à praia foi um ápice. Encontramos por lá o David e a Rute e ficamos mesmo por perto deles.







- Então pessoal, está tudo bem com vocês? – disse eu.



- Ya! Está tudo bem, já tinha avisado à Rute para vos ligar, os outros devem estar a chegar, o Miguel foi buscar a Susana.



Sabem eu vou, sair da cidade estas férias!







- Quando?



- Para a semana que vem! Nem acredito que vou perder tudo o que combinamos.



- Não te preocupes para tudo há solução…vamos ter contigo, que achas!?



- Olha vamos até à água, já voltamos – dizem-nos a Cátia e a Rute.



- Não te babes David! Vamos tratar de outros assuntos agora, mais tarde tratas da Rute (hehehe). Que achas que passarmos então todos juntos, refazíamos os planos das férias!



(…)








:: Postado por Anjinho & Companhia em 11:56 PM
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agosto 05, 2005Caminhos...



Férias de Verão...
6 Amigos...
E muita "loucura"...



Este é o novo "projecto" do Blog.



Eles são 6 amigos que passam umas férias, das quais não se vão esquecer, juntos.



Muito há para acontecer, não percas em breve a aventura destes 6 jovens....







BREVEMENTE EM ANJINHO & COMPANHIA




:: Postado por Anjinho & Companhia em 10:38 PM
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julho 31, 2005Adeus...











Abracei-te…



Foi o último abraço, o nosso último sentir.







– “Adeus” – Palavra tão fria e cruel mas foi assim que o destino escolheu e não há nada a fazer.







Viraste-me as costas e começas-te a caminhar no sentido oposto ao local que estava. Nesse momento senti uma faca trespassar todo o meu corpo, cortou o meu coração em dois, mesmo assim não havia sangue para deitar, a frieza da nossa despedida gelou-o.







Agora, não há nada a não ser, recordar todos os bons momentos que passamos juntos e lutar por mais uma etapa da minha vida!!!!







Adeus...




:: Postado por Anjinho & Companhia em 01:24 AM
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Eu sou uma pessoa completamente normal, que gosta de expressar-se neste blog. Todos os meus sentimentos são aqui retratados, como um pintor quando agarra num pincel e desenha sobre uma tela. Eu não sou ninguém...como todos os outros caminho no sentido da felicidade, o pior são os buracos que encontramos de vez em quando... Espero que gostem desta parte de mim, que é escrita.



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