Sexta-feira, 17 de Março de 2006

...

Estás triste, não queres que saibam mas estás mesmo triste. Escondes isso quando escreves no teu diário. Ontem chovia, vi-te a fugir com a música estridente, mudas de roupa dez  vezes ao dia e de maquiagem. Pergunto-te se tomas ácidos, parece que não fazem efeito. Estás triste, parece que passas a vida a gritar com a tua mãe. Ontem sonhas-te que o teu pai te segurava na mão, fumas-te com ele um cachimbo de erva, o teu pai não era um indio, apareceu-te somente para te divertir, deve ter sido tudo uma ilusão. Queres escrever uma carta, sei que faço parte da tua imaginação, tu és o amor que eu preciso, preciso de acordar ao teu lado e sentir que os teus olhos um sol muito forte sobre mim. Estás triste, não vais começar a chorar. Porque odeias a tua mãe, porque lhe bates como costumas bater no rádio velho de valvulas, não consegues amar a a tua mãe e a tua mãe julga que tu a estás sempre a matar como se ela quizesse o negócio da tua vida. Vai apanhar ar, não desesperes, desculpa mas pareces uma velha triste, assim vais acabar na ilha dos teus proprios pensamentos. Vai! começa a fugir, não precisas de te comprometer com nada, nem com ninguém. Repete muitas vezes para contigo mesma que não se esgota o calor do teu corpo, o sorriso da tua boca. Ficarmos deprimidos acontece, é assim porque se existe, não podemos fazer que não existimos, mas se começares a dançar, se eu bater duas pedras uma na outra ou se experimentares tocar flauta, assim fogem os ratos. Tenho buracos no queijo do meu subconsciente. Olha-me nos olhos! Gostas de mim? Sabes rir, estás triste mas acredito que sabes rir, se fizeres força consegues rir, és capaz de rir mesmo que estejas a morrer, mesmo depois de morreres. Tens de te importar contigo, põe as mãos na água do mar, há alguem</a> que se interessa por ti, quanto menos atenção prestares á tua pessoa mais o interesse de alguem</a> te puxara a pele. Estás triste e isso tem uma certa compreensão , uma certa musica, aquela afinação existencial. Estás assim e estás de modo algum. Olha-me nos olhos tempo de fugir e céu azul

 

publicado por relogiodesacertado às 11:32
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1 comentário:
De MoonLight a 19 de Março de 2006 às 18:42
Gostei... às vezes é preciso que alguém sacuda o pó que se acumula na nossa alma... uma voz amiga mas consciente que nos faz mexer de novo. Bjs de Luz


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