Domingo, 12 de Fevereiro de 2006

...

Está o rio
no meu sangue
no meu vinho
No sol que queima a pele
que fia o linho.

Quem fez a terra e nela adormeceu
sonhou com a guerra e que do céu
descia um Deus.

Está o rio no meu sangue
no meu vinho, no meu sabor.
Quem anda sereno do antídoto
faz o veneno para morrer de amor.

Está o rio no meu sangue
no meu vinho.
Tenho a pétala, tenho o espinho
e já me sei perdido antes de saber o caminho.

Mas a noite não vai afiar a faca
não vai pregar a estaca, nem cravar a lua no meu corpo.
Não sou profeta nem poeta.

Nem sei se ainda sou errante, o teu amante abandonado, talvez um fado impossível de chorar.

Está o rio no vinho
no pão, na pétala, no espinho
na paixão que depois do mel se fez escravidão de todo o sagrado amor.

Está o rio no meu sangue, no meu vinho.
No sol que queima a pele, que fia o linho
publicado por relogiodesacertado às 15:09
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