Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006

...

A natureza fez de mim um simples poeta
voz selvagem
nu como o animal vestido de terra
e pintado com o sangue
com que o Deus decorou toda a criação.


A natureza fez de mim simples criatura
que o grito da mãe vida atravessou.
Água do rio
fogo do sol
aquela força de todos os dias
a poesia a entrar, assim uma possessão
a voz, o gesto e o nada.
Não existir é o completo amor.

A natureza fez de mim um solitário, tantas aves no céu e no entanto nem uma nuvem passa no meu eu.

Voz selvagem
o vento a soar na árvore onde o animal gerou a cria.
Aquele segredo que se contou ao mar
muito antes de dentro da criatura ser a poesia.

A natureza fez de mim um simples poeta e todos os mistérios
foram levados pelo vento passageiro.

Agora o frio aperta e a fome faz doer mais
e as palavras dissiparam-se no nevoeiro.

A natureza fez de mim um simples poeta,
mas onde está guardado o amor
nunca ninguem encontrou.

A natureza fez dentro de mim
um espaço entre o vazio e a luz.
Tantas aves no céu
e no entanto nem uma nuvem passa no meu eu.

lobo 06
publicado por relogiodesacertado às 17:47
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