Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2006

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Quantas traduções tem o amor?!
O amor dos bichos, dos homens, das pedras, dos seres ignorantes e das enciclopédias.

Quantas traduções e quantas línguas fala o amor?
Nos livros, nas canções, nas flores, nas ruas, nas casas, nos que tem tudo e nos que não tem nada.

O amor são tantas definições ou apenas uma. Pode ser o amor do vento pela pomba ou o amor da Cristina por João ou o amor da vida pela solidão.

Mas seja como for
não tem de ser a doer, abençoado o amor.

E eu fico deste lado, a ver correr a contemplar. Que o amor não precisa de anjos, nem de palavras.

Lobo 06
publicado por relogiodesacertado às 13:27
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2006

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Para a Cristina.

Para que não fique nenhuma duvida e que nenhuma pedra barre o direito ao desabafo.

Querida amiga, antes de mais acho que entendes que o amor, palavra pequena na ortografia é contudo extensa nos diferentes significados. Parece que não percebi quem era o teu amor, não percebi o que estava subentendido nas palavras, não consegui particularizar. Mas uma coisa percebi ou pelo menos o meu lado emocional percebeu que alguém te ama e tem por ti uma grande devoção. O meu lado racional não quis perceber. Agora que já sei quem é o teu amor na qualidade de teu amigo e consciente das minhas faltas e limitações desejar-te a realização dessa tua paixão e de todos os amores que sempre vamos precisando para a saúde da nossa existência. Agora tu tens a chave e tens a porta e tens o teu amor. Vai! Corre! Não precisas da chave, nem da porta, nem de ninguém. Precisas de ti. Arrisca.
Eu acho o amor um pingo no nariz. Mas pobre de mim que não entende de amor como posso perceber como ele contagia. Bem deixa-te contagiar. Um beijo
publicado por relogiodesacertado às 20:56
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2006

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Está o rio
no meu sangue
no meu vinho
No sol que queima a pele
que fia o linho.

Quem fez a terra e nela adormeceu
sonhou com a guerra e que do céu
descia um Deus.

Está o rio no meu sangue
no meu vinho, no meu sabor.
Quem anda sereno do antídoto
faz o veneno para morrer de amor.

Está o rio no meu sangue
no meu vinho.
Tenho a pétala, tenho o espinho
e já me sei perdido antes de saber o caminho.

Mas a noite não vai afiar a faca
não vai pregar a estaca, nem cravar a lua no meu corpo.
Não sou profeta nem poeta.

Nem sei se ainda sou errante, o teu amante abandonado, talvez um fado impossível de chorar.

Está o rio no vinho
no pão, na pétala, no espinho
na paixão que depois do mel se fez escravidão de todo o sagrado amor.

Está o rio no meu sangue, no meu vinho.
No sol que queima a pele, que fia o linho
publicado por relogiodesacertado às 15:09
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Não é que eu acredite nos homens, também já desconfiei das flores e me senti enganado quando me meti na rua da Primavera e vi um pobre vagabundo coberto com uma canção do esquecimento.

Não é que eu acredite nos homens, mas dos bichos que não falam consigo escutar a poesia.

Também tenho medo das flores e sinto-me inseguro com o sol.
Espero que a música fria da noite não me abra uma ferida no coração.

Não é que eu acredite nos homens, mas fugir levando um ar carregado, assim fogo nos olhos.

Afinal eu preciso de amor e nenhuma viagem vai resolver esta solidão.

Espero que não fiques cansada de mim, talvez eu volte a encontrar a fé. Não sei se só os pássaros conseguem voar.

Espero que a música fria da noite não me abra uma ferida no coração.

Lobo 06
publicado por relogiodesacertado às 15:08
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2006

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A ave deu um golpe no olhar da fera.

E enquanto o vento espera
no arvoredo se oculta a solidão.

E aquela ave que foi minha irmã
agora ninguém sabe o rumo que tem.
Se ela é minha irmã a terra é minha mãe e o amor é o beijo da manhã
golpe que a fera recebeu da ave que se entregou ao sol.

Lobo 06.



Já não dói
não dói mais
não dói nada.
Não foi feitiço nem sorte.

Abri a mão fechada
e a paixão tal a alma do corpo se libertou.

Já Não Dói
não dói mais
nem vou repetir.

O amor são tantos lugares
cabeças encostadas ao ombro do cais.

Já não dói
não dói nada.
Passou o olhar, passou a madrugada
caiu a lágrima.

Abri a mão fechada
e a paixão tal a alma do corpo se libertou.

lobo 06
publicado por relogiodesacertado às 18:32
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Trazia o olhar preso á trela... fugiu-me e foi morder a boca a uma nuvem. Ai não me digam que tenho olhos de cão. Senhora nuvem está vacinada contra o virus do amor imprevisto?

lobo 06
publicado por relogiodesacertado às 12:24
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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006

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Gostava de te contar uma história simples, sei lá mostrar-te as minhas mãos, finge que olhas e que elas batem como umas simples asas. A minha história precisa de água e de um barco e de palavras a baloiçar. Penso numa história onde tu não estás , mas onde tu és a minha procura.eus Ponho-me a inventar e meto tudo no saco das confusões, se calhar ainda tiro um bilhete. Tu olhas-me e perguntas-me se Deus escreveu. tem saudades do homem
lobo
publicado por relogiodesacertado às 00:16
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006

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A natureza fez de mim um simples poeta
voz selvagem
nu como o animal vestido de terra
e pintado com o sangue
com que o Deus decorou toda a criação.


A natureza fez de mim simples criatura
que o grito da mãe vida atravessou.
Água do rio
fogo do sol
aquela força de todos os dias
a poesia a entrar, assim uma possessão
a voz, o gesto e o nada.
Não existir é o completo amor.

A natureza fez de mim um solitário, tantas aves no céu e no entanto nem uma nuvem passa no meu eu.

Voz selvagem
o vento a soar na árvore onde o animal gerou a cria.
Aquele segredo que se contou ao mar
muito antes de dentro da criatura ser a poesia.

A natureza fez de mim um simples poeta e todos os mistérios
foram levados pelo vento passageiro.

Agora o frio aperta e a fome faz doer mais
e as palavras dissiparam-se no nevoeiro.

A natureza fez de mim um simples poeta,
mas onde está guardado o amor
nunca ninguem encontrou.

A natureza fez dentro de mim
um espaço entre o vazio e a luz.
Tantas aves no céu
e no entanto nem uma nuvem passa no meu eu.

lobo 06
publicado por relogiodesacertado às 17:47
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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2006

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Ouvimos ao longe a palavra a saltar da boca para o poço... ou ouvimos ao longe a palavra a saltar do poço para a água dos olhos.

Tu entregaste-te a esta profundidade, distancia entre a flor e a fantazia.

ouvimos ao longe a musica a correr... eram os nossos olhos. Distancia entre a flor e a fantazia.

lobo
publicado por relogiodesacertado às 21:30
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Certo dia andava um rapaz pela rua a contar que o mar lhe tinha dito um segredo, as pessoas quizeram saber que segredo era aquele. Ele disse que era sobre como nasceram aqui na terra todos os segredos. E como foi? perguntaram. bem também lhe fiz essa pergunta, mas ele disse que tinha esquecido, que foi assim de repente, talvez fosse da idade. olha acho que contei o tal segredo aquele velho castanheiro perto da tua casa, sei que está um pouco surdo e a mémória talvez não seja das melhores mas talvez ainda guarde o tal segredo dentro do seu tronco oco. E depois? Depois fui ter com a árvore e aproximei-me sorrateiramente. Desculpe posso saber qual é o segredo do nascimento de todos os segredos que habitam a terra? Acho que tinha esse segredo a baloiçar num dos meus ramos, mas acho que apareceu um pássaro desses que veem das Áfricas e deve ter partido a voar com o tal segredo pendurado no bico. Então vou ficar sem saber sobre o tal segredo. podes perguntar ao vento, ele costuma adormecer encostado a mim. E o rapaz perguntou ao vento se alguem lhe tinha contado um segredo. Um pássaro cruzou-se comigo mas assustou-se e deixou cair algo do bico, disse que tinha deixado cair um segredo que era o porquê do nascimento dos segredos, mas acho que caiu no meio de um casal de namorados. Acho que se calhar o amor é a razão porque nasceram todos os segredos. O amor é um mistério. bem vou andando, talvez eu descobra. talvez um dia.

lobo 06
publicado por relogiodesacertado às 12:41
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